Páginas

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Repositório de Recursos Educacionais Abertos


Um repositório é um local de alojamento onde estão disponíveis documentos, dados ou informações que se podem consultar livremente, ou com certas restrições. A seleção de repositórios de REA deve considerar não apenas a disponibilidade de conteúdos, mas os princípios de abertura, acessibilidade, interoperabilidade e possibilidade de adaptação.

A seguir apresentam-se 3 repositórios destacando-se suas potencialidades :

 

1. Repositório Aberto da Universidade Aberta

Endereço: https://repositorioaberto.uab.pt

É um repositório da Universidade Aberta de Potugal, com caráter científico objetivando armazenar, preservar, divulgar e dar acesso à produção intelectual da Universidade.

Pricipais Potencialidades:

  • Acessibilidade: É um repositório robusto de acesso aberto, simples navegação e compreesão que permite pesquisa variada de recursos por temas ou palavras-chaves, bem como por autores e data. A abertura dos materiais permite ainda fomentar aprendizagem ativa, construção coletiva e partilha interdisciplinar;

  • Formação contínua: apresenta um potencial relevante para a formação contínua, ao disponibilizar um acervo científico e pedagógico que favorece atualização permanente, consulta autónoma e desenvolvimento intelectual;

  • Inovação pedagógica: incentiva docentes e estudantes a recontextualizar conteúdos, criar novas abordagens didáticas e incorporar evidências atuais na prática pedagógica, fortalecendo o ensino baseado em pesquisa.

 

2. Repositório OERCommons

Endereço:  https://oercommons.org/

Este repositório é considerado um dos melhores repositórios de REA e tem várias vantagens e funcionalidades que o tornam muito útil, especialmente para estudantes, docentes e investigadores.

Pricipais Potencialidades:

  • Flexibilidade e adaptação: a maioria dos recursos possui licenças Creative Commons, permitindo reutilizar o conteúdo sem custos; remixar materiais ao contexto e redistribuição;

  • Curadoria: Muitos materiais são revisados ou verificados por educadores experientes e especialistas;

  • Coleção de Recursos sobre Educational Technology: Esta coleção inclui materiais ligados à tecnologia educativa, plataformas de aprendizagem e ferramentas digitais que podem ser usados em ambientes de e‑learning, como planos de aula, módulos e materiais de apoio para docentes e estudantes.

 

3. Repositório EduCapes

Endereço: https://educapes.capes.gov.br/

É uma excelente ferramenta para enriquecer o ensino e a aprendizagemespecialmente no contexto da Educação a Distância.

 Pricipais Potencialidades:

  • Acesso gratuíto e aberto: os materiais disponíveis no EduCapes são gratuitos e em acesso abertogeralmente com licenças Creative Commonspermitindo uso livre, adaptação, remixagem e redistribuição;

  • Foco em Educação Superior e EaD: o EduCapes concentra recursos voltados para ensino universitário e pós-graduação, tornado-o  ideal para professores, tutores e estudantes de cursos a distância, pois os materiais estão diretamente alinhados com práticas acadêmicas e pedagógicas do ensino superior;

  • Diversidade de formatos e conteúdo multimídia: o repositório possui uma diversidade de recursos que permite abordagens pedagógicas múltiplas, combinando leitura, visualização, interação e prática incluíndo livros e textos acadêmicos, artigos, capítulos de livros e relatórios, vídeo aulas e áudios educativos, apresentações, slides, infográficos e objetos de aprendizagem multimídia com simulações, animações e laboratórios virtuais.

 

Referências

Mallman, E. M. & Mazzardo, M. D. (org.). (2020) Fluência Tecnológico-Pedagógica (FTP) em Recursos Educacionais Abertos (REA). UFSC-GEPETER.  file:///C:/Users/us/Downloads/Flu %C3%AAncia-Tecnol%C3%B3gico-Pedag%C3%B3gica-FTP-em-Recursos-Educacionais-Abertos-REA-1598293762.pdf

Nobre. A.(2020) REA: de A a...:Manual para identificar, procurar, utilizar, reutilizar, produzir e partilhar recursoseducacionais abertos. Universidade Aberta. https://doi.org/10.34627/5w4h-ee65

Santos, A. I. (2022). Educação aberta para académicos: Modernização do ensino superior através de práticas educativas abertas. Trad. Fundação Universia. Original publicado em 2019.

https://www.metared.org/content/dam/metared/pdf/GuiaEduca%C3%A7%C3%A3oAberta2022

Transformação Digital na Educação: tecnologia como meio, pessoas como centro

 

                                              Imagem extraídas do site: https://br.pinterest.com/


Introdução

Esta reflexão enquadra-se Unidade Curricular Educação e Sociedade em Rede, onde foi proposta uma reflexão crítica em torno de 3 vídeos seleccionados em grupo, para uma análise colaborativa. Neste espaço do blog, apresento as ilações tiradas. Os vídeos colocados a mesa para reflexão críticas são os listados a baixo:

1. Digital Transformation of teaching and learning. 

2. Education 4.0 (Jisc) Transforming the future of education.

3. AI and the Future of Education. Will Robots Replace Teachers? 

 

Transformação  digital no ensino e aprendidagem

Este vídeo é apresentado por Aras Bozkurt, Professor Doutor Associado de Educação à Distância da Universidade de Anadolu, na Turquia.

O vídeo Digital transformation of teaching and learning (2021), apresentado por Aras Bozkurt, propõe uma reflexão direta: afinal, o que significa transformação digital na educação: evolução tecnológica ou mudança humana?

Bozkurt parte de um enquadramento histórico para explicar como saímos da sociedade agrícola para a industrial e, agora, para a sociedade da informação, onde dados e conhecimento são poder. Nesse cenário em rede, impulsionado pelas tecnologias digitais, o conhecimento cresce em velocidade exponencial e a educação precisa acompanhar a mudança.

Nessa perspetiva, transformar digitalmente não é usar tecnologia por modismo, mas criar valor, redesenhar processos humanos e fortalecer estruturas sociais. Nas instituições de ensino, isso significa repensar currículos, práticas avaliativas, papéis docentes e perfis de estudantes.

Um ponto central do vídeo é a crítica ao tecnocentrismo que se materializa quando a tecnologia ocupa o lugar de protagonista o que é um risco, pois se as máquinas ditam o caminho, perde-se o sentido pedagógico. A alternativa defendida é o humanocentrismo, onde a tecnologia serve para apoiar aprendizagens significativas, ampliar acessos e promover inclusão.

Na era da sociedade em rede, sabe-se que a transformação digital exige formação docente contínua, capacidade institucional de inovação, literacia digital e modelos pedagógicos flexíveis. Não basta adotar ferramentas: é preciso estratégia, cultura e visão crítica.

Transformar digitalmente não é substituir professores por algoritmos é redesenhar a educação para um mundo cada vez mais em mudança.

 

Educação 4.0: Transformando o futuro da edudação através de tecnologia avançada

O vídeo Education 4.0, publicado pela Jisc, propõe uma mensagem simples e urgente: a educação tradicional já não responde às exigências de um mundo moldado pela tecnologia avançada e pela Indústria e lembra que não basta mudar ferramentas, mas sim transformar o próprio paradigma educativo.

A narrativa percorre a evolução histórica dos modelos de ensino:

· Educação 1.0: memorização e transmissão de conteúdos;

· Educação 2.0: acesso aberto e participação inicial;

· Educação 3.0: colaboração, criatividade e flexibilidade;

· Educação 4.0: aprendizagem autónoma, ativa, inovadora e orientada à mudança.

Segundo a Jisc, a revolução tecnológica traduz-se pela inteligência artificial, realidade virtual e aumentada, automação, big data que exige novas competências humanas, como pensamento crítico, resolução de problemas, literacia digital, personalização da aprendizagem e capacidade de adaptação.

A Educação 4.0, portanto, coloca o estudante no centro do processo e desafia instituições e docentes a repensar práticas, ambientes, currículos e infraestruturas tecnológicas. Mais do que consumir conteúdo, o aprendiz deve criar, conectar-se e participar em redes.

Os principais desafios no futuro da educação são a falta de políticas, formação docente, desigualdades digitais e ética da IA.  

A Educação 4.0 é um apelo ao setor da educação para repense o paradigma da educação na sociedade em rede.

 

IA e o futuro da educação. Robôs substituirão professores?

O video AI and the Future of Education – Will Robots Replace Teachers? levanta uma pergunta provocadora que tem alimentado debates desde a pandemia: será que a Inteligência Artificial vai substituir professores?

O documentário explora tendências como personalização algorítmica, automatização de tarefas docentes (correção, criação de materiais) e novos modelos de aprendizagem ajustados ao ritmo do estudante.

Embora reconheça o potencial da IA, o vídeo também sublinha riscos: dependência tecnológica, perda de interação humana e redução do professor a mero operador de sistemas. O papel docente é reposicionado como o de mentor, facilitador e guia emocional, e não apenas transmissor de conteúdos.

No entanto, o vídeo simplifica questões estruturais. A pergunta não é apenas “máquinas vão substituir humanos?”  O verdadeiro desafio é como reconfigurar sistemas educativos ainda industriais para um mundo pós-industrial e hiperconectado.

Há aqui uma lacuna: estudantes e docentes valorizam competências humanas impossíveis de automatizar como a empatia, ética, criatividade e leitura emocional.

Outro ponto abordado é a desigualdade. Salas equipadas com tecnologia de ponta exigem investimento, orientação humana e, muitas vezes, são acessíveis apenas a elites. Sem políticas públicas fortes, literacia digital na infância e formação docente contínua, a IA pode ampliar e não reduzir assimetrias, mesmo com os seus inúmeros benefícios: acelerar feedback, apoiar personalização e libertar tempo docente, contudo, nem tudo é um amar de rosas, pois a IA não consegue cuidar, inspirar, moderar conflitos, criar sentido ou construir relações, tarefas que definem a docência.

A conclusão que emerge é clara: a IA não eliminará professores, transformará e complementará a profissão. 

 

Considerações finais

Com recensão crítica a esses vídeos constatou-se que o futuro da educação será colaborativo, combinando tecnologia como ferramentaprofessores como mediadores e mentores, estudantes como protagonistas e ambientes de aprendizagem em rede.

A transformação digital não eliminara o elemento humano da educação, mas flexibiliza e potencializa o ensino. Toda tecnologia, seja IA ou robótica, não é inimiga, mas sim aliada, contudo, o verdadeiro desafio é integrar essa tecnologia com ética e equidade para preparar todos os intervenientes para a educação contemporânea aliado a políticas públicas fortes e literacia digital de professores e estudantes.

 

Refências:

Bates, A. W. (2017). Educar na EraDigital:Desing, ensino e aprendizagem.

https://www.abed.org.br/arquivos/Educar_na_Era_Digital.pdf

Bozkurt, A. [C3L - Center für lebenslanges Lernen der Universität Oldenburg] (2021/11/18)

Digital transformation of teaching and learning. [video]youtube https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY

Future Intelligence. (2023). AI and the future of education: Will robots replace teachers? [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com

Grajek, S. (2019-2020). How colleges and univerities are driving to digital transformation today.EDUCASE. https://elearning.uab.pt/pluginfile.php/ 4131030/ mod_resource/content/1/ER20SR214.pdf

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Da Leitura Crítica à Escrita Orientada

                                                                                                                  Imagens extraídas  de shutterstock


Introdução

No âmbito da realização da atividade um: Fundamentos da Educação a Distância: Bibliografia Anotada e Guião de Entrevista da Unidade Curricular Modelos de Educação a Distância, foi- nos proposto pela Docente a realização de quatro bibliografias anotadas e um guião de perguntas para o Professor Terry Anderson. A atividade visava uma introdução ao panorama da Educação a Distância e foi realizada em três momentos distintos:

 

Primeiro momento: Bibliografia Anotada como um exercício de leitura ativa e crítica

Esta fase foi marcado pela elaboração da bibliografia anotada de 4 artigos, onde 3 foram indicados pela Docente da Unidade e um foi selecionado por mim. 

Artigo 1: Sangrà et al (2012). Building an Inclusive Definition of E-Learning: An Approach to the Conceptual Framework, IRRODL, Vol 13, Nº2, https://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ983277.pdf

Artigo 2: Dron, J. & Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD, Revista FOCO.  https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162/33

Artigo 3: Chat, M., et al. (2025). Towards a new definition of e-learning and m-learning. Multidisciplinary Reviews, 8(9),2025281.https://www.researchgate.net/publication/390235491_Towards_a_new_definition_of_e-learning_and_m-learning#read

 Artigo 4: Aires, L. (2016). e-Learning, Educação Online e Educação Aberta: Contributos para uma reflexão teórica. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 19(1), 253–269. https://doi.org/10.5944/ried.19.1.14356

 

O primeiro artigo fala da transformação que as tecnologias de informação e comunicação (TIC) provocaram na Educação. o segundo explora os sistemas de Educação a Distância com enfoque na sua evolução pelas distintas eras de desenvolvimento educacional, social e pedagógico. o terceiro procura  distinguir os termos digital learning, distance learning e online learning e trazer novas definições para e-learning (aprendizagem electrónica) e m-learning (aprendizagem móvel) e o último pretende contribuir para a delimitação teórica e sistematizada sobre os conceitos de e-learning, educação online e educação aberta apartir da diversidade de conceitos já existentes.

A 4ª bibliografia por mim seleccionada, enquadra-se nas que foram propostas pela Docente, pois busca formular novos conceitos relacionados ao e-Learning, educação online e educação aberta, temática também abordada nas outras, com o objectivo de encontrar clareza conceitual apartir de diferentes perspectivas de autores para uma comunicação eficaz e desenvolvimento de solu, no ções eficazes de aprendizagem atual. Todas incorporam a dimensão pedagógica e tecnológica nas suas abordagens e reforçam a visão de que o aluno não é um agente passivo, é o protagonista ativo no processo de aprendizagem.

 

Segundo momento: finalização da bibliografia anotada 

da atividade a Docente reuniu os contributos dados pelos estudantes e partilhou no fórum para análise e aperfeiçoamento pela turma com intuíto de seleccionar as que melhor espelham os artigos, para no fim serem incluídos na bibliografia anotada da turma  e continuarem a ser construídas colaborativamente.


 Terceiro momento: Construção do guião de perguntas ao Professor Terry Anderson

A atividade culminou com a elaboração de 3 perguntas ao Professor Terry Anderson a serem colocadas em uma sessão LE@D Talk com o título Encontro com o Professor Terry Anderson: Projecting the Future of Research in Open, Distance and Digital Education organizada pelo LE@D, em colaboração com o DEED, especialmente para estudantes de mestrado em Pedagogia do eLearning e doutoramento em Educação a Distância e eLearning. Clique aqui para ler a última entrevista do Professor Terry Anderson à revista Open Praxis.

As perguntas foram formuladas levando em consideração o facto de o Professor ser um especialista renomado na área da Educação a Distância. As perguntas foram as seguintes:

1. Quais são os principais desafios e oportunidades que a Inteligência Artificial e os Recursos Educacionais Abertos promovem na aprendizagem online, nos actuais tempos de mudança?

2. Como vê a influência da inteligência artificial e das tecnologias emergentes no design instrucional?

3. Que tendências futuras prevê para o e-learning e que competências serão necessárias para docentes e estudantes?

 

Consideraçõs finais

O percurso na execução desta atividade reforçou a ideia de que uma leitura produtiva deve ser feita de forma crítica e reflexiva. A elaboração da bibliografia anotada permitiu-me fazer leitura analítica aos artigos em análise e percecionar o estado da arte do e-learning, mlearning e pedagogias de EaD.

O caminho percorrido consolida a ideia de que a investigação se constrói progressivamente, a partir de escolhas conscientes e fundamentadas. Anotar, perguntar e refletir são práticas essenciais para quem pretende desenvolver um pensamento crítico e rigoroso no campo da educação.

 

Referências

Aires, L. (2016). e-Learning, Educação Online e Educação Aberta: Contributos para uma reflexão teórica. RIED. Revista Iberoamericana de Educación a Distancia, 19(1), 253–269. https://doi.org/10.5944/ried.19.1.14356

Chat, M., et al. (2025). Towards a new definition of e-learning and m-learning. Multidisciplinary Reviews, 8(9),2025281.https://www.researchgate.net/publication/390235491_Towards_a_new_definition_of_e-learning_and_m-learning#read

Dron, J., Anderson, T. (2012). Três gerações da pedagogia de EAD, Revista FOCO. https://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/162/33

Morgado, L., (2025). Orientações da Atividade 1: Fundamentos da Educação a Distância – Bibliografia anotada e guião de entrevista (fase 1) . Plataforma educacional da Universidade Aberta de Portugal.

Sangrà et al (2012). Building an Inclusive Definition of E-Learning: An Approach to the Conceptual Framework, IRRODL, Vol 13, Nº2, https://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ983277.pdf

sábado, 6 de dezembro de 2025

Autenticidade e Transparência na Rede

 

A Crise da Autenticidade e Transparência

 

No século XXI, a verdadeira identidade está em “risco de extinção″ com a proliferação de perfis online, que deixam dúvidas quanto à sua integridade. A busca constante pela aceitação, pertença e validação em comunidades virtuais levam à perda da autenticidade.
A transparência é negociada e movida por paradigmas criados no ciberespaço onde já não se distingue o que é real do que é ”fake”.
As relações humasnas perdem a essência do real e a profundidade que as caracteriza, pois a mediação digital torna tudo tão rápido que não deixa espaço para a criação de vínculos consistentes e reais em ambiente offline.

A velocidade tecnológica impõe um movimento incessante de conexões que esfria as condições de alteridade, dando lugar a uma comunicação instantânea mediada por dispositivos que aceleram todo o processo.

A identidade torna-se uma performance acelerada moldada por fluxos contínuos de atividades na rede. A autenticidade que requer tempo, presença e interação para experenciar as relações humanas é comprometida pela instataneidade e simultaneidade.

 

Mas, e agora...?

A revolução tecnológica é um processo quase inevitável que tem transformado profundamente a vida do ser humano. ela coneta as pessoas do mundo inteiro com um simples clique. Já não existem barreiras no tempo e espaço, contudo. Os moldes tradicionais estão sendo substituidos por novas métricas ditadas virtualmente e como as interações não são face a face são mais frágeis e podem não espelhar o real. 

As ligações humanas são imediatizadas pelas tecnologias e, como diz Virilio “o ambiente geográfico está desaparecendo (o espaço está desaparecendo)”. Contudo, a era digital deve ser encarrada como um processo ambivalente e acelerado que só se tornará sustentável com um posicionamento da sociedade pela via educativa.

Na conjuntura atual em que o digital gera dúvidas de quem somos e se realmente aquilo que mostramos online é real, a educação digital é um raio de esperança para considerar práticas mais questionáveis e comprometimento com a autenticidade e transparência por forma a criar relacionamentos genuínos na rede.

 

Referências

Doxa e Episteme. (2023, junho 4). A sociedade de consumo: Jean Baudrillard [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/vGEUV1Z-bUE?si=PxgZgJ-LloZYyRma

Mambrol, N. (2018). Key theories of Paul Virilio. Literary Theory and Criticism. https://literariness.org/2018/02/24/key-theories-of-paul-virilio/

Virilio, P. (2001). Da política do pior ao melhor das utopias e à globalização do terror (Entrevista). Revista FAMECOS, (16), 7–18.

 


Práticas Educativas Abertas para o Bem Comum

                                                                 Imagem gerada por IA (ChatGpt) Nota introdutória As Práticas Educativas A...