A Crise da Autenticidade e Transparência
No
século XXI, a verdadeira identidade está em “risco de extinção″ com a
proliferação de perfis online, que deixam dúvidas quanto à sua integridade. A
busca constante pela aceitação, pertença e validação em comunidades virtuais
levam à perda da autenticidade.
A transparência é negociada e movida por paradigmas criados no ciberespaço
onde já não se distingue o que é real do que é ”fake”.
As relações humasnas perdem a essência do real e a profundidade que as
caracteriza, pois a mediação digital torna tudo tão rápido que não deixa espaço
para a criação de vínculos consistentes e reais em ambiente offline.
A velocidade tecnológica impõe um movimento incessante de
conexões que esfria as condições de alteridade, dando lugar a uma comunicação
instantânea mediada por dispositivos que aceleram todo o processo.
A
identidade torna-se uma performance acelerada moldada por fluxos contínuos de
atividades na rede. A autenticidade que requer tempo, presença e interação para
experenciar as relações humanas é comprometida pela instataneidade e
simultaneidade.
Mas, e agora...?
A revolução tecnológica é um processo quase inevitável
que tem transformado profundamente a vida do ser humano. ela coneta as pessoas
do mundo inteiro com um simples clique. Já não existem barreiras no tempo e
espaço, contudo. Os moldes tradicionais estão sendo substituidos por novas métricas ditadas
virtualmente e como as interações não são face a face são mais frágeis e podem
não espelhar o real.
As ligações humanas são imediatizadas pelas tecnologias
e, como diz Virilio “o ambiente geográfico está desaparecendo (o espaço está
desaparecendo)”. Contudo, a era digital deve ser encarrada como um processo
ambivalente e acelerado que só se tornará sustentável com um posicionamento da
sociedade pela via educativa.
Na conjuntura atual em que o digital gera dúvidas de quem
somos e se realmente aquilo que mostramos online é real, a educação digital é
um raio de esperança para considerar práticas mais questionáveis e
comprometimento com a autenticidade e transparência por forma a criar
relacionamentos genuínos na rede.
Referências
Doxa e Episteme. (2023, junho 4). A sociedade de consumo:
Jean Baudrillard [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/vGEUV1Z-bUE?si=PxgZgJ-LloZYyRma
Mambrol, N. (2018). Key
theories of Paul Virilio. Literary Theory and Criticism. https://literariness.org/2018/02/24/key-theories-of-paul-virilio/
Virilio, P. (2001). Da política do pior ao melhor das
utopias e à globalização do terror (Entrevista). Revista FAMECOS, (16), 7–18.

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