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Educação e Sociedade em Rede


Práticas Educativas Abertas para o Bem Comum

14 de Janeiro de 2026


                                                                 Imagem gerada por IA (ChatGpt)

Nota introdutória

As Práticas Educativas Abertas referem-se a práticas específicas de ensino e aprendizagem que, além de utilizarem os REA, estão abertas à mudança, adaptações e à colaboração, Santos, 2019 p. 26. 
No entanto, as Práticas Educacionais Abertas (PEA) vão além do simples acesso gratuito, elas envolvem uma cultura de colaboração, compartilhamento e, crucialmente, a aplicação dos 5Rs de David Wiley: Reter, Reutilizar, Revisar, Remixar e Redistribuir. Para que uma prática educativa seja considerada inovadora hoje, ela geralmente rompe com o modelo de "transmissão de informação" e coloca o estudante como protagonista, utilizando tecnologias ou metodologias que estimulam o pensamento crítico e a colaboração.

 Conhecimento como um bem comum

A noção de bem comum na educação relaciona-se com a garantia de acesso equitativo ao conhecimento, a promoção da justiça social e o fortalecimento das capacidades coletivas para o desenvolvimento sustentável. No âmbito da Educação Aberta, as Práticas Educativas Abertas (PEA) desempenham um papel central ao ultrapassarem a lógica de mercantilização do saber, promovendo a partilha, a colaboração e a apropriação social do conhecimento.

Neste contexto, apresento a seguir 3 práticas educativas abertas orientadas para o bem comum:


    1.       OER Africa

     https://www.oerafrica.org/


                                                                  Fonte da imagem. https://oercommons.org

    
    A OER Africa é uma iniciativa coordenada pelo South African Institute for Distance Education (Saide), surge como uma resposta estratégica aos desafios de acesso, qualidade e sustentabilidade no ensino superior em África. Mais do que um repositório de recursos, configura-se como uma Prática Educativa Aberta (PEA), orientada para o fortalecimento da educação superior por meio da promoção do uso, da criação e da contextualização de Recursos Educacionais Abertos (REA), com especial ênfase na capacitação docente e na colaboração institucional.

                                                                                                        OER Africa como Prática Educativa Aberta

Enquanto prática educativa aberta, o OER Africa promove uma mudança de paradigma pedagógico, deslocando o foco do consumo passivo de conteúdos para a produção, adaptação e partilha colaborativa do conhecimento. Os docentes são incentivados a apropriar-se dos recursos, adaptando-os às realidades curriculares, linguísticas e socioculturais dos seus estudantes. Esta abordagem reforça a autonomia pedagógica, valoriza o conhecimento local e contribui para a sustentabilidade das práticas educativas abertas nas instituições participantes.


Alinhamento aos 5R de David Wiley

O valor pedagógico e legal da OER Africa baseia-se na plena conformidade com as cinco liberdades que definem um REA:

  • Reter (Retain): docentes e instituições podem descarregar guardar e arquivar os REA disponibilizados, assegurando o acesso contínuo aos materiais, mesmo em contextos de conectividade limitada.
  • Reutilizar (Reuse): os recursos são utilizados em diferentes cursos, modalidades e contextos educativos, incluindo formação inicial e contínua de docentes, educação presencial e Educação a Distância.
  • Revisar (Revise): adaptação dos conteúdos, permitindo alterações linguísticas, pedagógicas e curriculares, de modo a responder às necessidades locais e institucionais.
  • Remixar (Remix): Os REA podem ser combinados entre si ou integrados com outros recursos abertos, dando origem a novos materiais educativos contextualizados e pedagogicamente mais relevantes:

  • Redistribuir (Redistribute): As versões adaptadas e os novos recursos produzidos podem ser novamente partilhados com licenças abertas, promovendo a circulação do conhecimento e o fortalecimento de comunidades educativas.


Impacto para o Bem Comum

     A OER Africa demonstra impacto através de:

  • Soberania Intelectual: Redução da dependência de livros importados e caros, permitindo que universidades africanas produzam e publiquem seus próprios currículos promovendo o aumento do acesso equitativo a recursos educativos de qualidade;
  • Redução de Custos: Adoção de livros didáticos abertos que economizam recursos financeiros de estudantes e governo e redução da dependência de materiais proprietários;
  • Colaboração interinstitucional: Integração de materiais em diferentes línguas, fortalecendo a rede de pesquisadores entre os países através do compartilhamento de práticas pedagógicas inovadoras.


2.      Modelo OpenStax

                https://openstax.org/

                                                    Imagem obtida em https://openstax.org/

OpenStax é uma iniciativa de educação aberta sediada na Rice University (EUA), criada com o objetivo de ampliar o acesso equitativo a materiais didáticos de alta qualidade no ensino superior. Embora seja amplamente reconhecido pela produção de manuais didáticos abertos, o OpenStax ultrapassa a função de simples repositório ao promover uma prática educativa aberta sustentada na produção colaborativa, na revisão por pares e na disseminação de conhecimento como bem público.


Alinhamento com os 5R

Os recursos produzidos pelo OpenStax são disponibilizados com licenças Creative Commons (CC BY), o que assegura plenamente os 5R de David Wiley: os utilizadores podem reter os materiais, reutilizá-los em diferentes contextos educativos, revisá-los para adequação curricular, remixá-los com outros Recursos Educacionais Abertos e redistribuí-los livremente. Esta abertura permite a adaptação dos conteúdos a diferentes realidades institucionais, culturais e pedagógicas, reforçando a sua relevância global.


 

Impacto para o Bem Comum

Enquanto prática educativa aberta, o OpenStax contribui para o bem comum ao reduzir custos educacionais, promover justiça social no acesso ao conhecimento e apoiar docentes na adoção de práticas pedagógicas mais inclusivas.
Estima-se que o OpenStax já tenha poupado aos estudantes mais de $1.2 mil milhões de dólares em custos de manuais escolares.
Ao disponibilizar conteúdos científicos validados e abertamente licenciados, a iniciativa fortalece a educação como um direito coletivo e como um recurso partilhado, beneficiando não apenas instituições individuais, mas a sociedade em geral.
O OpenStax contribui para uma disseminação do conhecimento mais equitativa, confiável e sustentável e para eliminar barreiras ao aprendizado, pois acredita que uma sociedade bem-educada beneficia a todos.


3. Repositório Aberto da Universidade Aberta de Portugal

                                                                                           Imagem obtida https://repositorioaberto.uab.pt

As práticas desenvolvidas pela Universidade Aberta (UAb) transcendem a função de simples repositório de conteúdos, constituindo um ecossistema de inovação pedagógica alicerçado nos princípios da abertura, da colaboração institucional e da partilha do conhecimento.

 

Principais Práticas Educativas do Repositório da UAb:

· Iniciativa AULAbERTA: Oferece cursos e disciplinas em acesso aberto. O diferencial é disponibilizar guias pedagógicos junto aos materiais, ensinando outros professores a aplicar as estratégias de ensino.

· Rede WEIWER® (Wikipédia): Integra a edição de verbetes da Wikipédia ao currículo acadêmico. Os alunos criam conteúdo público como forma de avaliação, promovendo a literacia digital e a ciência aberta.

· Modelo Pedagógico Virtual (MPV): Aplica padrões de flexibilidade e interação em todos os seus recursos (e-books, teses e multimídia), garantindo que sejam objetos de aprendizagem adaptáveis e centrados no aluno.

 

Alinhamento aos 5R

A prática educativa promovida pelo Repositório Aberto concretiza-se nos princípios dos 5R, permitindo que o material seja revisado: Traduzido ou atualizado;

  • Remixado: Combinado com materiais locais de outros países;
  • Redistribuído: Usado em MOOCs (Massive Open Online Courses) globais.


Impacto para o Bem Comum

· Democratização do Acesso: Quebra as barreiras financeiras e geográficas ao oferecer gratuitamente recursos de alta qualidade para qualquer pessoa com internet, promovendo a equidade educativa.

·  Conhecimento como Bem Público: Ao utilizar licenças abertas  o repositório garante que o conhecimento não seja uma mercadoria trancada, mas um património da humanidade que pode ser livremente reusado, adaptado e melhorado por outros educadores e cidadãos.

·   Inovação e Qualidade Social: 

  Não apenas armazena documentos, mas compartilha o "como ensinar" através de modelos pedagógicos. Isso eleva o nível da educação global, ajudando professores a modernizarem suas práticas e permitindo que cidadãos comuns aprendam ao longo da vida de forma autônoma.

 

 Considerações Finais

 Apesar de atuarem em contextos distintos, o OpenStax, a OER Africa e o Repositório Aberto da UAb mostram que as Práticas Educacionais Abertas, quando orientadas pelos 5R, contribuem efetivamente para o bem comum. Ao promoverem acesso, adaptação, colaboração e partilha do conhecimento, estas iniciativas reforçam a equidade educativa, transformam práticas pedagógicas e demonstram que a educação aberta é um caminho concreto para sistemas de ensino mais inclusivos e sustentáveis.


Conteúdo produzido com apoio de IA (ChatGPT  e Gemini)


Referências

Santos, A. I. (2022) Educação aberta para académicos: Modernização do ensino superior através de práticas educativas abertas. Trad. Fundação Universia. Original publicado em 2019.

https://www.metared.org/content/dam/metared/pdf/GuiaEduca%C3%A7%C3%A3oAberta2022.pdf

 

Wiley, D., & Hilton III, J. (2009). Openness, dynamic specialization, and the disaggregated future of higher education. International Review of Research in Open and Distance Learning, 10(5).

https://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/768

 

Furtado, D. & Amiel,Tel. (2019). Guia de bolso da educação abertaIEA. https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/564609/2/











                                              Imagem extraídas do site: https://br.pinterest.com/


Transformação Digital na Educação: tecnologia como meio, pessoas como centro

19 de Novembro de 2025

 

Introdução

Esta reflexão enquadra-se Unidade Curricular Educação e Sociedade em Rede, onde foi proposta uma reflexão crítica em torno de 3 vídeos seleccionados em grupo, para uma análise colaborativa. Neste espaço do blog, apresento as ilações tiradas. Os vídeos colocados a mesa para reflexão críticas são os listados a baixo:

1. Digital Transformation of teaching and learning. 

2. Education 4.0 (Jisc) Transforming the future of education.

3. AI and the Future of Education. Will Robots Replace Teachers? 

 

Transformação  digital no ensino e aprendidagem

Este vídeo é apresentado por Aras Bozkurt, Professor Doutor Associado de Educação à Distância da Universidade de Anadolu, na Turquia.

O vídeo Digital transformation of teaching and learning (2021), apresentado por Aras Bozkurt, propõe uma reflexão direta: afinal, o que significa transformação digital na educação: evolução tecnológica ou mudança humana?

Bozkurt parte de um enquadramento histórico para explicar como saímos da sociedade agrícola para a industrial e, agora, para a sociedade da informação, onde dados e conhecimento são poder. Nesse cenário em rede, impulsionado pelas tecnologias digitais, o conhecimento cresce em velocidade exponencial e a educação precisa acompanhar a mudança.

Nessa perspetiva, transformar digitalmente não é usar tecnologia por modismo, mas criar valor, redesenhar processos humanos e fortalecer estruturas sociais. Nas instituições de ensino, isso significa repensar currículos, práticas avaliativas, papéis docentes e perfis de estudantes.

Um ponto central do vídeo é a crítica ao tecnocentrismo que se materializa quando a tecnologia ocupa o lugar de protagonista o que é um risco, pois se as máquinas ditam o caminho, perde-se o sentido pedagógico. A alternativa defendida é o humanocentrismo, onde a tecnologia serve para apoiar aprendizagens significativas, ampliar acessos e promover inclusão.

Na era da sociedade em rede, sabe-se que a transformação digital exige formação docente contínua, capacidade institucional de inovação, literacia digital e modelos pedagógicos flexíveis. Não basta adotar ferramentas: é preciso estratégia, cultura e visão crítica.

Transformar digitalmente não é substituir professores por algoritmos é redesenhar a educação para um mundo cada vez mais em mudança.

 

Educação 4.0: Transformando o futuro da edudação através de tecnologia avançada

O vídeo Education 4.0, publicado pela Jisc, propõe uma mensagem simples e urgente: a educação tradicional já não responde às exigências de um mundo moldado pela tecnologia avançada e pela Indústria e lembra que não basta mudar ferramentas, mas sim transformar o próprio paradigma educativo.

A narrativa percorre a evolução histórica dos modelos de ensino:

· Educação 1.0: memorização e transmissão de conteúdos;

· Educação 2.0: acesso aberto e participação inicial;

· Educação 3.0: colaboração, criatividade e flexibilidade;

· Educação 4.0: aprendizagem autónoma, ativa, inovadora e orientada à mudança.

Segundo a Jisc, a revolução tecnológica traduz-se pela inteligência artificial, realidade virtual e aumentada, automação, big data que exige novas competências humanas, como pensamento crítico, resolução de problemas, literacia digital, personalização da aprendizagem e capacidade de adaptação.

A Educação 4.0, portanto, coloca o estudante no centro do processo e desafia instituições e docentes a repensar práticas, ambientes, currículos e infraestruturas tecnológicas. Mais do que consumir conteúdo, o aprendiz deve criar, conectar-se e participar em redes.

Os principais desafios no futuro da educação são a falta de políticas, formação docente, desigualdades digitais e ética da IA.  

A Educação 4.0 é um apelo ao setor da educação para repense o paradigma da educação na sociedade em rede.

 

IA e o futuro da educação. Robôs substituirão professores?

O video AI and the Future of Education – Will Robots Replace Teachers? levanta uma pergunta provocadora que tem alimentado debates desde a pandemia: será que a Inteligência Artificial vai substituir professores?

O documentário explora tendências como personalização algorítmica, automatização de tarefas docentes (correção, criação de materiais) e novos modelos de aprendizagem ajustados ao ritmo do estudante.

Embora reconheça o potencial da IA, o vídeo também sublinha riscos: dependência tecnológica, perda de interação humana e redução do professor a mero operador de sistemas. O papel docente é reposicionado como o de mentor, facilitador e guia emocional, e não apenas transmissor de conteúdos.

No entanto, o vídeo simplifica questões estruturais. A pergunta não é apenas “máquinas vão substituir humanos?”  O verdadeiro desafio é como reconfigurar sistemas educativos ainda industriais para um mundo pós-industrial e hiperconectado.

Há aqui uma lacuna: estudantes e docentes valorizam competências humanas impossíveis de automatizar como a empatia, ética, criatividade e leitura emocional.

Outro ponto abordado é a desigualdade. Salas equipadas com tecnologia de ponta exigem investimento, orientação humana e, muitas vezes, são acessíveis apenas a elites. Sem políticas públicas fortes, literacia digital na infância e formação docente contínua, a IA pode ampliar e não reduzir assimetrias, mesmo com os seus inúmeros benefícios: acelerar feedback, apoiar personalização e libertar tempo docente, contudo, nem tudo é um amar de rosas, pois a IA não consegue cuidar, inspirar, moderar conflitos, criar sentido ou construir relações, tarefas que definem a docência.

A conclusão que emerge é clara: a IA não eliminará professores, transformará e complementará a profissão. 

 

Considerações finais

Com recensão crítica a esses vídeos constatou-se que o futuro da educação será colaborativo, combinando tecnologia como ferramenta, professores como mediadores e mentores, estudantes como protagonistas e ambientes de aprendizagem em rede.

A transformação digital não eliminara o elemento humano da educação, mas flexibiliza e potencializa o ensino. Toda tecnologia, seja IA ou robótica, não é inimiga, mas sim aliada, contudo, o verdadeiro desafio é integrar essa tecnologia com ética e equidade para preparar todos os intervenientes para a educação contemporânea aliado a políticas públicas fortes e literacia digital de professores e estudantes.

 

Refências:

Bates, A. W. (2017). Educar na EraDigital:Desing, ensino e aprendizagem.

https://www.abed.org.br/arquivos/Educar_na_Era_Digital.pdf

Bozkurt, A. [C3L - Center für lebenslanges Lernen der Universität Oldenburg] (2021/11/18)

Digital transformation of teaching and learning. [video]youtube https://www.youtube.com/watch?v=i-8iU9f8rkY

Future Intelligence. (2023). AI and the future of education: Will robots replace teachers? [Vídeo]. YouTube. https://www.youtube.com

Grajek, S. (2019-2020). How colleges and univerities are driving to digital transformation today.EDUCASE. https://elearning.uab.pt/pluginfile.php/ 4131030/ mod_resource/content/1/ER20SR214.pdf

 

 












Autenticidade e Transparência na Rede

07 de Dezembro de 2025


A Crise da Autenticidade e Transparência

 

No século XXI, a verdadeira identidade está em “risco de extinção″ com a proliferação de perfis online, que deixam dúvidas quanto à sua integridade. A busca constante pela aceitação, pertença e validação em comunidades virtuais levam à perda da autenticidade.
A transparência é negociada e movida por paradigmas criados no ciberespaço onde já não se distingue o que é real do que é ”fake”.
As relações humasnas perdem a essência do real e a profundidade que as caracteriza, pois a mediação digital torna tudo tão rápido que não deixa espaço para a criação de vínculos consistentes e reais em ambiente offline.

A velocidade tecnológica impõe um movimento incessante de conexões que esfria as condições de alteridade, dando lugar a uma comunicação instantânea mediada por dispositivos que aceleram todo o processo.

A identidade torna-se uma performance acelerada moldada por fluxos contínuos de atividades na rede. A autenticidade que requer tempo, presença e interação para experenciar as relações humanas é comprometida pela instataneidade e simultaneidade.

 

Mas, e agora...?

A revolução tecnológica é um processo quase inevitável que tem transformado profundamente a vida do ser humano. ela coneta as pessoas do mundo inteiro com um simples clique. Já não existem barreiras no tempo e espaço, contudo. Os moldes tradicionais estão sendo substituidos por novas métricas ditadas virtualmente e como as interações não são face a face são mais frágeis e podem não espelhar o real. 

As ligações humanas são imediatizadas pelas tecnologias e, como diz Virilio “o ambiente geográfico está desaparecendo (o espaço está desaparecendo)”. Contudo, a era digital deve ser encarrada como um processo ambivalente e acelerado que só se tornará sustentável com um posicionamento da sociedade pela via educativa.

Na conjuntura atual em que o digital gera dúvidas de quem somos e se realmente aquilo que mostramos online é real, a educação digital é um raio de esperança para considerar práticas mais questionáveis e comprometimento com a autenticidade e transparência por forma a criar relacionamentos genuínos na rede.

 

Referências

Doxa e Episteme. (2023, junho 4). A sociedade de consumo: Jean Baudrillard [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/vGEUV1Z-bUE?si=PxgZgJ-LloZYyRma

Mambrol, N. (2018). Key theories of Paul Virilio. Literary Theory and Criticism. https://literariness.org/2018/02/24/key-theories-of-paul-virilio/

Virilio, P. (2001). Da política do pior ao melhor das utopias e à globalização do terror (Entrevista). Revista FAMECOS, (16), 7–18.




Cibercultura                                      

14 de Novembro de 2025



A cibercultura é uma manifestação de interconexão global que transcende fronteiras geográficas e culturais com peculiaridade ao redor do mundo. É um conjunto de práticas, comportamentos e formas de interação que surgem da utilização das novas tecnologias digitais ditando a socialização e aprendizagem dentro do ciberespaço.


 Lévy na sua obra “Cibercultura” identificaa 3 princípios da Cibercultura: (1)  interligação que é a conexão entre pessoas, as coisas e as ideias sendo uma característica fundamental da sociedade contemporânea, onde as tecnologias digitais permitem que as pessoas se conectem e coompartilhem informações de forma rápida e eficiente (2) comunidades virtuais, no ciberespaço forma-se grupos ou comunidades que compartilham os mesmos interesses e (3) inteligência colectiva, manifesta pelo compartilhamento de conhecimento, colaboração, trabalho em equipe, diversidade de perspectivas, habilidades e experiências bem como pelo aprendizado contínuo e interativo que culmina com descoberta de soluções inovadoras e eficazes para a sociedade.

A cibercultura evidencia-se pelos seguintes exemplos: (1) ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) mediadas por tecnologias que promovem uma aprendizagem online flexível, colaborativa e pelo compartilhamento de recursos educacionais. (2) criação de perfis nas redes sociais e (3) pela criação de blogs.

Referência:

Lévy, P. (2000). Cibercultura. (J.D. Ferreira, Trad.). Instituto Piaget.


 







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